
O Euro é um taxista afegão dizer “todos nos querem dominar”. Todos é Genghis Khan, é Alexandre o grande, são os russos e os americanos. O Euro é um taxista nigeriano ouvir Toto África (para mim sempre foi um só nome) nas alturas e achar que isso é rock progressivo, que esse é o hino. O Euro é jogar matraquilhos com a selecção alemã e, de propósito, deixar a bola passar por entre as pernas de Lehmanteiga. O Euro é ser português e os portugueses estarem agora no fim da lista de espera atrás do Wolfgang, do Meng Wang (“perdão, senhora Wang”), do Apostolakis, do Liu, do Mei, do... O Euro é não ter bilhete para o Euro, entrar clandestinamente e ficar sentado na zona mais perfumada do Prater (a dois metros das namoradas dos jogadores italianos). O Euro é ficar lá fora à espera de “bilhetes usados para a minha colecção”. O Euro é um calor que se cola à pele. É Viena em contagem decrescente.
L.O.C.
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