domingo, 15 de junho de 2008

Feu rouge



09h03 – Acordei com a sensação de que as cores quentes mandam neste Europeu.

09h30 – Genebra, estação Lancy Pont Rouge. Outro sinal?

12h20 – Não sonhei. Durante uma rara refeição quente (arroz de brócolos e peixe grelhado) na zona de imprensa, leio as notícias que confirmam a minha teoria térmica. “Espanha tem um iluminado”, El País. “Os azuis apagados pelos laranja”, Le Monde. “A Itália muito perto da porta de saída”, Tribune de Genève. E a Rússia, alaranjada...

16h57 – Lá fora, os vermelhos estão em maioria e os vermelhos estão em minoria. Os turcos também têm S. João?

19h30 – Boris, do Berliner Zeitung, já investigou. A minha teoria não serve em finais do Campeonato do Mundo, onde manda a fria cor azul.

19h45 – No grupo mais vermelho do Euro, Portugal e a República Checa equipam de branco. Lá se vai uma bela teoria matinal...

21h30 – O suíço Hakan Yakin? Vermelho a escaldar. O turco Nihat Kahveci? Vermelho em ebulição.

23h26 – Pergunta o taxista: “Então? Portugal vendeu o jogo?” Pergunto-me. Será que Scolari corou?
L.O.C.

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