segunda-feira, 16 de junho de 2008

Fotografias para mais tarde recordar

Não sou um acelera. Nem sequer aluguei um carro que me permita acelerar. O Volkswagen Polo que tenho por companhia nos muitos quilómetros que faço nas estradas suíças dificilmente vai aos 140km/h. Por isso, desde já declaro que todas e quaisquer multas por excesso de velocidade que possa vir a receber em casa são uma fraude.

Já perdi a conta às fotografias que me foram tiradas pelos radares suíços. Numas estarei a sorrir, noutras a mexer no volume do rádio, admito até que em algumas terei uma cara de ensonado, porque as viagens nocturnas custam-me muito a suportar. Mas juro a pés juntos que em nenhuma me verão de dentes arreganhados, agarrado ao volante de olhar alucinado armado em Fitipaldi.

Mesmo assim, os danados dos radares perseguem-me. É nos túneis, é nas saídas das localidades, é nas rectas das auto-estradas. Eles é que andam depressa. Mal passo por um, já o sacana coloca o pé no acelerador passa por mim seu eu dar conta e apanha-me novamente mais à frente.

Ontem, no entanto, a minha revolta atingiu a velocidade máxima. Fui “fotografado” quando ia a 60kms/h, às 3h, de regresso ao hotel, numa estrada em que até o alcatrão estava a dormir. E se há coisas que um condutor cumpridor não pode suportar é ser multado por excesso de velocidade quando conduz a 60kms/h. É que, um dia destes ainda sou abalroado por um peão.
J.M.M.

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